Renault Clio – Boa opção de carro seminovo bom e barato

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Ontem no final da noite eu estava lendo um comparativo entre dois carros que apesar de bons, (quando novos) em minha opinião já deveriam ter saído de linha. Escolhi um deles para comentar aqui no blog, e o escolhido foi o Renault Clio.

O Renault não é um ícone de beleza, fato é que depois da sua última reestilização as venda aumentaram. Apesar do seu visual ultrapassado mesmo após o face lift, suas linhas ainda agradam, para ter uma ideia de como só isso o deixou mais competitivo, de janeiro a setembro ele vendeu mais que o Ford Ka, por exemplo.

Lembro que na época em que ele foi renovado e apresentado aos funcionários, eu ainda trabalhava na fábrica da Renault e a com a atual roupagem as opiniões ficaram bem divididas, uns diziam que o carro estava horrível, outros defendiam sua beleza. Eu até achei a nova frente do renaultzinho bem agradável.

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Não precisam ficar com chateados comigo e achar que sou mais um dos brasileiros conformados com as carroças vendidas no nosso país, o que quis dizer é que na medida do possível a aparência do carro melhorou. Quando comparamos o preço dele com os concorrentes, acho que apesar de ser um carro ultrapassado, equipados agora com faróis que são uma imitação barata dos da atual versão europeia, ainda pode ser uma boa compra.

Como todo Renault, o Clio também desvaloriza bastante, por isso não acho vantajoso compra-lo 0 km, quando pensamos num seminovo, a história muda. O bom é que é possível encontrar um seminovo, novo de verdade.

O que é um seminovo novo de verdade?

Considero um seminovo novo de verdade qualquer carro com até 5 mil quilômetros rodados.

Aqui em Curitiba é muito fácil de encontrar um a venda nessa condição.

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Algumas concessionárias da Renault recebem lotes de fábrica, o que considero um ótimo negócio. Por causa da logística não sei dizer se isso se estende às concessionárias de todo o Brasil, mas na capital do Paraná é muito fácil encontrar seminovos pertencentes aos lotes de fábrica. Quando eu tiver informação sobre lotes de fábrica fora de Curitiba, repasso para vocês.

Esses carros do lote de fábrica são em sua maioria carros usados pelos diretores e funcionários da Renault. Como eles trocam de carro a cada 6 meses, os automóveis chegam as concessionárias normalmente com baixa quilometragem.

Existem outros motivos que levam a fábrica a enviar esses lotes para as concessionárias, tais como o fato do carro ter atingido no pátio a quilometragem máxima para a venda como 0 km, ou o fato do ano de fabricação ser inferior ao corrente ano.

No final das contas independente do motivo, acho a compra desses carros um bom negócio, pois você estará comprando um carro praticamente novo, que já sofreu a depreciação após deixar de ser um modelo 0 km, emplacado, isento de impostos, com garantia de fábrica e baixíssima quilometragem pelo valor de um seminovo.

Não é incomum achar carro com menos de 200 quilômetros rodados, ou seja, você compra um carro praticamente novo com um preço bem menor do que pagaria num 0 km.

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Mais ou menos no ano de 2003 eu fui um infeliz proprietário de um Renault Clio RL 1.6 importado da Argentina. Naquela época comprar um Clio era como hoje adquirir um carro chinês. A desvalorização dos carros da Renault era muito maior do que hoje em dia, e o preço das peças era algo absurdo, por isso me defini como infeliz proprietário.

Fiz o teste drive e me apaixonei pelo carrinho. Confortável, completo e com um preço muito atraente, eu não tive dúvidas e fechei negócio.

Passados alguns dias após a compra tive a primeira chateação, o radiador furado fez o carro ferver. Depois disso o ar condicionado deixou de funcionar, e o leitor de cd do rádio não funcionou mais, isso sem mencionar outros inúmeros defeitos.

Tudo resolvido dentro na garantia, aliás, após comprar esse carro ganhei até um novo amigo, de tanto voltar na loja para reclamar do carro acabei virando amigo do dono. Até trabalhei na loja por alguns meses, foi uma boa experiência e se eu pudesse, gostaria de voltar a vender carros.

Até aí tudo tranquilo eu estava gostando muito do desempenho e conforto proporcionados pelo carro.

Mas um problema ainda persistia e me irritava apesar do mecânico e eletricista terem me garantido que o problema não interferia em nada no uso do carro, eu achava que aquilo me um dia ainda me deixaria na mão.

O defeito que me incomodava era a luz espia do óleo, ela acendia toda vez que eu ligava o ar condicionado. Mas como já havia levado o veículo em vários eletricistas, e todos diziam se tratar apenas de um mau contato, eu usava o carro sem maiores preocupações.

Até que num belo dia voltando do litoral do Paraná logo após passar o pedágio a luz acendeu e não apagou. Imediatamente parei o carro e verifiquei o nível do óleo do motor. Como tudo estava normal, resolvi ir até uma oficina para verificar o que estava acontecendo, e esse foi o meu erro.

Antes de conseguir chegar até uma oficina, o motor do carro travou. Começou com um ruído baixo parecido com o barulho de uma dobradiça enferrujada, como das portas e janelas de um filme de terror, até que em questão de segundos o barulho parecia o de uma escola de samba, era realmente o início de um filme de terror e o fim da história para aquele motor.

Essa brincadeira me custou muito caro, a manutenção do motor custou quase 50% do valor de mercado do carro na época, e essa experiência me ensinou uma coisa que na verdade eu sempre soube: Se alguma luz no painel indicar qualquer anormalidade no veículo, pare imediatamente e chame um mecânico ou um guincho. Nunca tente procurar socorro com o próprio veículo.

Contar essa história toda tem apenas um objetivo:

Alertar sobre as luzes do painel que indicam alguma avaria no sistema.

Por isso não duvide das luzes espia do painel, se alguma acender, chamar ajuda imediatamente poderá evitar um gasto muito maior.

Só para finalizar essa história:

Segundo o dono da oficina onde realizei a reparação do motor, a bomba do óleo foi a responsável pela destruição. Ele me disse que como a bomba já estava fraca e praticamente toda entupida, toda vez que o sistema de ar condicionado era acionado, o óleo deixava de lubrificar o propulsor como devia e exatamente nesse instante a luz espia do óleo acendia e após alguns segundos tudo se normalizava e ela apagava.

Por isso desde aquela época passei a usar somente óleo lubrificante indicado pelo fabricante, pois o uso de outros óleos pode prejudicar não só a bomba do óleo como outros componentes internos.

Resumo da história, se eu tivesse parado o carro imediatamente, o gasto seria muito menor, pois eu teria que substituir apenas a bomba do óleo que tinha um preço bem acessível ainda mais se comparado ao valor cobrado para retificar o motor.

Empolguei-me contando a história, mas agora voltarei a falar sobre o porquê eu acho o Renault

Clio 2013 um carro bem interessante para comprar.

Primeiro pelo fato do preço ser atraente.

Encontrei um completão 2013 com rodas de liga leve originais por R$ 29.900,00 querem saber a quilometragem?

Exatos 5 mil quilômetros.

Pessoal, esse carro é praticamente 0 km, e se você optasse em comprar um modelo 13/14 0 km com os mesmos equipamentos pagaria aproximadamente R$ 33.607,00.

Economia de R$ 3.707,00 acha pouco? Some isso ao emplacamento e impostos e verá que compensa comprar o modelo seminovo sem sombra de dúvidas.

Sei que não é barato, mas quando comparamos com a versão 0 km, concluímos que comprar o seminovo é mais vantajoso.

Para finalizar quero destacar alguns pontos positivos do Clio:

  • Economia,

  • Conforto,

  • Garantia.

O carrinho é muito econômico, ele consegue marcas de 9,1 e 9,6 km/litro com etanol em percurso de cidade e estrada, e alcança os 13,1 e 14,3 km/litro com gasolina considerando também o primeiro dado apontado como consumo na cidade e o segundo na estrada.

O Clio tem motor 1.0 16V com 77/80 cv a 5.750 rpm, respectivamente com gasolina e etanol.

Dirigir o carro é muito gostoso, o desempenho é razoável e a penalização fica para o câmbio

que é um pouco pesado e impreciso.

Os bancos acomodam bem os ocupantes da frente, se você tem família desista do Clio, pois ele garante conforto apenas para o motorista e o passageiro dianteiro, no banco traseiro só crianças viajam com algum conforto.

O porta-malas tem capacidade para apenas 255 litros, ou seja, atende um casal sem filhos.

Se você comprar um carro tirado no meio deste ano, por exemplo, ainda contará com garantia de fábrica de 2 anos e 8 meses, algo muito bom não acham?

Ele peca em segurança, pois air bag e abs ainda são opcionais, ainda bem que 2014 está chegando e com ele a obrigatoriedade desses equipamentos, assim essa falta grave será corrigida.

Em resumo, acho o Renault uma boa compra, pois com esse valor, você não encontra um veículo seminovo, com conforto economia e garantia que o Clio oferece.

Boa sorte, boa compra e bom inicio de semana.

  • Emerson

    Boa tarde Ronaldo,fazem dois anos que vc escreveu essa matéria mas achei mo Google. Eu tenho um Renault Clio privilége 2006 adquirido no começo deste ano(2015) era de uma mulher estava com 72 mil km. Eu tinha um preconceito com Renault,aliás com marcas que não fossem as tidas como nacionais,mas me surpreendi com esse Clio,macio de dirigir,bonito,econômico,silencioso. Estou gostando muito. Quando trocar quero outro Renault,talvez o Sandero. Um abraço. Emerson. De São Leopoldo Rs.

    • Fabiano

      Bom dia Emerson, gostaria de saber com relação a manutenção, se é realmente cara como dizem…obrigado!