O Honda City, é um sedã, produzido pela Honda no Brasil desde 2009.

É um sedã compacto com espaço próximo a dos médios, aliás, o preço é de sedã médio, que é uma das principais desvantagens desse belo carro.

A Honda reposicionou o carro mudando preços excluindo versões e aumentando o número de equipamentos.

Quando se pensa em Honda, as primeiras coisas que vem a cabeça são qualidade, robustez e baixo índice de desvalorização.

Como não desvaloriza muito, por muitas vezes acaba não compensando optar pela compra de um modelo usado. Percebi pesquisando em sites de vendas de carros usados que a diferença de um seminovo é muito pequena em relação ao modelo 0 km.

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Hoje indico a compra de um Honda City Lx ano 2013 automático, que é a melhor opção de carros usados da linha City, além dessa versão já haver passado pelo ultimo face-lift que a

Honda realizou no pequeno sedã para que ele pudesse continuar vendendo bem no concorrido mercado.

O Honda City atende bem a necessidade de pessoas sozinhas ou famílias. Os passageiros de trás tem espaço suficiente para viajarem com conforto, e os bancos aveludados bem agradáveis ao toque contam com apoio de braço central dianteiro e traseiro.

A capacidade do porta-malas de 504 litros é bem interessante, porém o vão de abertura reduzido atrapalha a acomodação de bagagens maiores.

O sistema de som é de qualidade, os alto falantes distorcem pouco, mesmo com o volume mais alto. No entanto, senti falta do sistema Bluetooth que equipa de série modelos bem mais baratos que o Honda e não poderia ter sido deixado de lado pelo fabricante.

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A posição de dirigir é boa, e com o volante regulável em altura assim como os bancos, o motorista facilmente encontrará uma posição agradável para conduzir confortavelmente.

A direção eletro-hidráulica progressiva é macia e oferece segurança na estrada.

Também não foram esquecidos o encosto de cabeça e cinto de segurança de três pontos para todos, abs com ebd e duplo air bag completam a segurança.

A estabilidade e os freios são outros bons dois destaques, cumprem muito bem suas funções.

Faróis de neblina?

Não estão disponíveis nem como opcionais, se quiser terá que desembolsar uma boa quantia e comprar como acessório original na concessionária. Detalhe que não consigo entender, porque economizar tanto num carro tão caro?

Acho lamentável, mas pelo jeito a Honda não está preocupada com isso.

A visibilidade é boa, ajudando o motorista. Porém, não tive a mesma percepção da visão traseira, que considerei ruim, pois encontrei dificuldades ao estacionar o automóvel numa vaga.

Também não posso negar que o sensor de estacionamento me auxiliou bastante na manobra.

O motor i-VTEC de 1.496 cm3 com 16 válvulas rende 115/116 cavalos na gasolina e no etanol respectivamente, o que torna a dirigibilidade muito prazerosa, dando a impressão de trata-se de um motor maior, esse bom desempenho se deve em partes ao bom casamento motor e câmbio.

A velocidade final é de 180 km/h.

Apesar de o desempenho ser bom, o motor quando trabalha em alta rotação acaba incomodando com o ruído que se torna intenso e invade o interior do veículo, e como o câmbio reduz as marchas constantemente, durante uma viagem por muitas vezes você vai ouvir o ronco forte e incômodo do motor.

No consumo decepciona um pouco, com álcool na cidade marca apenas 7 km/l e na estrada rende 8,7 km/l. Com gasolina melhora um pouco mas ainda é alto para um motorzinho 1.5, chegando a boa marca de 10,9 km/l na cidade, na estrada registra 12,5 km/l que considero bem ruim.

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O câmbio automático é um dos principais orgulhos do carro, gosto muito do seu desempenho com trocas suaves e rápidas na cidade, nunca deixa o motor perder potência. Na estrada também é esperto e reduz marchas inteligentemente, porém em subida de serra, optei por subir em terceira marcha, pois em D ele fica meio confuso e não consegue manter-se numa marcha adequada.

Um carro desse porte, não poderia deixar de ter opção de trocas manuais. Ponto negativo para o Honda que só dispõe de trocas sequenciais em paddle shift no modelo mais luxuoso.

Outro ponto negativo, para um carro desta categoria, é o fato do Honda não possuir computador de bordo. Existe apenas uma indicação de consumo instantâneo, que eu considero dispensável.

Preço das peças e manutenção pode desestimular, mas levando em conta a confiabilidade mecânica, é provável que por muito tempo você não se preocupe com reposição de peças.

O seguro varia muito em relação ao seu perfil, mas de uma maneira geral está dentro do cobrado por carros da mesma categoria.

Pontos fracos:

  • Preço;

  • Visibilidade traseira;

  • Ausência de alguns equipamentos.

Pontos fortes:

  • Conforto;

  • Robustez;

  • Segurança.

Finalmente, dirigir o carro é uma delícia. Ágil, sempre pronto pra acelerar parece ter uma motorização mais potente do a que realmente o equipa.

Assim como outros carros, o City tem muitas qualidades, defeitos, vantagens e desvantagens.

Porém ele é um carro que agrada tanto no visual (a grade cromada é destaque da dianteira) quanto no desempenho. Se você tiver dúvida, sugiro fazer um test-drive certamente isso irá ajudá-lo na decisão.

Se você desconsiderar o fator preço, certeza que irá se surpreender muito positivamente com este belo sedã japonês.

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Boa sorte e boa compra!

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Ronaldo Mendes
Ronaldo Mendes

“Ler sobre carros sempre foi minha paixão, eu sempre ajudei amigos e familiares a decidir a compra de um carro, agora estou conseguindo fazer isso com muito mais pessoas, é um grande prazer”.